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A BIODIVERSIDADE: Tudo Numa Coisa Só!


A BIODIVERSIDADE

Imagine-se em um planeta onde não haveria outro tipo de ser vivo, a não ser, a humanidade. Um planeta sem plantas, nem árvores e, consequentemente, sem ar. Provavelmente você e toda a humanidade morreria ou, em outras palavras, ambos nem existiriam como matéria! Este é o resultado da inexistência de um fator primordial para a existência da vida em um planeta: a Biodiversidade. No sentido lato, a biodiversidade, corresponde á soma de todos os seres vivos e seus habitats, ou ecossistemas, de um planeta. E um planeta onde há variabilidade de ecossistemas propicia a sobrevivência humana. A biodiversidade é fonte primária de recursos, fornecendo comida (colheitas, animais domésticos, recursos florestais e peixes), fibras para roupas, madeira para construções, remédios e energia.

QUAL A FUNÇÃO DA BIODIVERSIDADE?

Serviços Ambientais: abelha polinizando as flores.
A biodiversidade é a fonte dos serviços ambientais oferecidos pela natureza, e que são vitais para a sociedade humana. Cada espécie tem um papel funcional no ecossistema. Por exemplo, animais predadores regulam a população de suas presas para que não haja pragas da mesma, plantas fotossintetizantes participam do balanço de gás carbônico na atmosfera, abelhas polinizam as flores para fecundá-las, a decomposição fertiliza os solos e os protege da erosão, as algas purificam as águas e o ar, etc. Em um trabalho publicado em 1997 pela revista Nature, pesquisadores e colaboradores estimaram o valor dos serviços ambientais prestados pela natureza. A ideia geral do trabalho era contabilizar quanto custaria por ano para uma pessoa ou mais, por exemplo: polinizar as plantas ou, ainda, quanto custaria para construir um aparato que servisse como mata ciliar, a fim de evitar o assoreamento dos rios. 
Tontens Americanos fazendo referências aos animais
O trabalho envolveu vários serviços ambientais e chegou a uma cifra média de US$ 33.000.000.000.000,00 (trinta e três trilhões de dólares) por ano, duas vezes o produto interno bruto mundial. Além disso, muitos animais, plantas e lugares naturais são objeto de importantes afetos humanos, a natureza também é fonte de conhecimentos diversos, estimula o convívio social e a recreação, fundamenta tradições e folclores. É uma das bases da criatividade humana, é um motivo recorrente na produção artística, muitas comunidades e povos indígenas a têm como parte essencial de suas identidades culturais. Disso deriva que o declínio da biodiversidade deve necessariamente prejudicar, como já prejudica, as pessoas de todo o mundo, seja direta ou indiretamente, em termos econômicos, políticos, culturais e sociais, e representa uma das maiores ameaças ambientais que o mundo hoje enfrenta, comprometendo também o futuro das novas gerações.

ONDE SE ENCONTRA A BIODIVERSIDADE NO MUNDO

Zonas de Hotspots pelo mundo.
A biodiversidade não é distribuída igualmente na Terra. Ela é, sem dúvida, maior entre os trópicos (zona intertropical). Quanto maior a latitude, ou seja, quanto mais próximos dos pólos da Terra, menor é o número de espécies, contudo, as populações tendem a ter maiores áreas de ocorrência. Existem regiões do globo denominadas “hotspots”, onde há mais espécies que outras e onde há grande número de espécies endêmicas, ou seja, espécies que só se reproduzem em determinada área. A Ilha de Madagascar e a Austrália são exemplos claros de zonas endêmicas. No Brasil, a Mata Atlântica é tido como uma região de hotspot. A riqueza de espécies tendem a variar, também, de acordo com a disponibilidade energética, hídrica (clima, altitude) e também pelas suas histórias evolutivas.

OS IMPACTOS AMBIENTAIS ANTROPOGÊNICOS E O DECLINIO DA BIODIVERSIDADE NA TERRA

Impacto Ambiental Antropogênico
Desde que o homem surgiu na Terra vem impactando negativamente o meio ambiente, provocando o desmatamento, degradando os solos, disseminando espécies invasoras por toda parte e destruindo ecossistemas, entre outros impactos ambientais antropogênicos (causados pelo homem). À medida que se consolidavam e expandiam as civilizações sedentárias, os impactos passaram a ser mais acentuados, redefinindo-se ambientes inteiros graças às intervenções humanas. Calcula-se que 300 a 350 espécies de vertebrados e cerca de 400 de invertebrados foram extintas por causa das atividades humanas nos últimos 400 anos. O declínio contemporâneo da biodiversidade mundial, um fenômeno que envolve a extinção ou significativa redução populacional de inúmeras espécies selvagens, bem como a destruição de ecossistemas em larga escala, em anos recentes tem sido especialmente dramático na longa história da degradação ambiental causada pelo homem. 
Dodô: espécie extinta em 1681
A maioria dos biólogos acredita que uma extinção em massa está a caminho. Apesar de divididos a respeito dos números, muitos cientistas acreditam que a taxa de perda de espécies é maior agora do que em qualquer outra época da história da Terra. Alguns estudos mostram que cerca de 12,5% das espécies de plantas conhecidas estão sob ameaça de extinção. Alguns dizem que cerca de 20% de todas as espécies viventes podem desaparecer em 30 anos. Quase todos dizem que as perdas são decorrentes das atividades humanas, em particular a destruição dos habitats de plantas e animais. Em 2009 a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) avaliou 47.677 espécies, sendo que 36% foram consideradas ameaçadas de extinção, alguns grupos específicos em proporções muito mais altas. De 12.055 espécies de plantas avaliadas, 70% estavam ameaçadas. Os grupos em risco mais sério são os anfíbios e os corais tropicais; estes últimos estão em queda vertiginosa. Em proporções absolutas, algumas estimativas dizem que o mundo pode estar perdendo de 0,01 a 0,1% de todas as espécies a cada ano, o que poderia significar até 100 mil extinções anuais, se levarmos em consideração os cálculos que postulam a existência de até 100 milhões de espécies no planeta. Grande número de espécies, devido ao seu declínio populacional, já experimenta acentuada redução em sua variabilidade genética, tornando-as mais vulneráveis a doenças e pragas e prejudicando sua capacidade de se adaptarem às mudanças ambientais e climáticas em curso.

AS CAUSAS DO DECLÍNIO DA BIODIVERSIDADE

Em 2025 podemos chegar a 9 bilhões de humanos no planeta.
A causa fundamental do declínio acentuado da biodiversidade na Terra é a explosão demográfica que impõe cada vez maior estresse ambiental de vários tipos. Em tempos passados as agressões humanas à natureza tendiam a ser diluídas pela relativamente pequena amplitude das interferências no contexto global. Porém de 1950 a 2011 a população do mundo passou de 2,5 bilhões para 7 bilhões de pessoas, e em meados do século XXI deve chegar a 9 bilhões. Essa população em crescimento explosivo, impulsionado pelos avanços tecnológicos e científicos, contra um pano de fundo de uma economia de mercado agressiva e altamente competitiva numa cultura globalizada, com necessidades enormes, exige sempre mais espaço de habitação, infra-estruturas, alimentos, energia e outros recursos, explodindo o consumo de 1966 para cá.
Tartaruga deformada por plástico no mar
Além da Terra não possuir "recursos ilimitados", a humanidade usa mal esses poucos recursos que lhe restam e os desperdiça à larga, se compraz em luxos desnecessários e poluiu todos os ecossistemas, deixando lixo até no espaço.  A perda e degradação de habitats afeta o mundo todo e é a maior causa individual do declínio da biodiversidade. As florestas, que abrigam mais de 80% da biodiversidade de todos os ecossistemas terrestres, estão sendo intensivamente destruídas ou degradadas diariamente, com perdas mais acentuadas nos trópicos, exatamente onde a biodiversidade é mais rica. 
Desmatamento
Entre 2000 e 2010, a área global de floresta primária (isto é, substancialmente intacta) diminuiu mais de 400 mil km². Outras áreas verdes, como as savanas e campos, também registram impactos em larga escala. Entre 2002 e 2008 o cerrado brasileiro, por exemplo, perdeu cerca de 14.000 km² a cada ano. As áreas verdes são afetadas pela retirada de madeira, pela coleta de espécimes para comércio, alimentação, pesquisas, obtenção de substâncias medicinais, frutos, fibras, óleos e resinas, e principalmente pela conversão do terreno à agricultura e pecuária.


A SELEÇÃO ARTIFICIAL DAS ESPÉCIES E A GENÉTICA

Cultura do Milho Transgênico
A abordagem genética não é nova, á milhares de anos o homem vem utilizando métodos tradicionais de seleção de plantas, domesticando animais e plantas em larga escala, isso é um fator histórico de degradação da biodiversidade, gerando a seleção artificial de espécies, onde alguns seres vivos são selecionados e protegidos pelo homem em detrimento de outros. Com o advento de novas tecnologias, o homem passou a não só realizar a seleção artificial das espécies como também a manipular os genes dos seres vivos. Todavia a manipulação da genética tem apenas um século. Hoje em dia é comum encontrarmos produtos transgênicos (derivados de manipulação genética), sendo vendidos em supermercados do mundo inteiro. O progresso realizado no campo da genética nos últimos 20 anos leva à obrigação de leis mais rígidas.
Óleos de Soja Transgênicos
Com as novas tecnologias da genética e da engenharia genética, as pessoas estão pensando sobre o patenteamento de genes, processos de patenteamento, e um conceito totalmente novo sobre o recurso genético. A maioria das pessoas vê a biodiversidade como um reservatório de recursos que devem ser utilizados para a produção de produtos alimentícios, farmacêuticos e cosméticos. Este conceito do gerenciamento de recursos biológicos provavelmente explica a maior parte do medo de se perderem estes recursos devido à redução da Biodiversidade. Entretanto, isso é também a origem de novos conflitos envolvendo a negociação da divisão e apropriação dos recursos naturais.

A MANIPULAÇÃO DA IMPRENSA E DA MÍDIA

Protestos Ambientais são poucos divulgados
E há mais obstáculos: quando se fala em problemas ambientais é frequente a imprensa divulgar a existência de polêmicas e muitos pontos de vista conflitantes, dando a impressão de que o assunto ainda carece de apoio sólido em fatos, que os ambientalistas são fanáticos fora da realidade, e que a ciência ainda não tem certeza sobre nada e, portanto, não há motivo para tantas preocupações. Mas não é verdade, entre os cientistas não há mais dúvidas de que o declínio é real, vasto e perigoso, que sua causa é a atividade humana insustentável, e que ele precisa atenção urgente. Os argumentos que ainda circulam buscando minimizar, relativizar ou negar esses fatos documentados, vem sendo sistematicamente alimentados por uma minoria poderosa, composta de políticos inescrupulosos, pela mídia comprometida e por influentes grupos de pressão, numa mistificação orquestrada em ampla escala no intuito deliberado de confundir o público, denunciada por jornalistas independentes e por cientistas sérios com fartura de evidências.

A IMPORTÂNCIA DOS RECURSOS NATURAIS PARA A BIODIVERSIDADE

Ocupação desordenada da sociedade
A biodiversidade está intimamente ligada ao ambiente em que vivemos. É o habitat onde vivem os seres vivos que determina suas qualidades físicas, ou que podemos chamar de sua “adaptação” ao ambiente em que vive. Os ecossistemas também nos fornecem "suportes de produção" (fertilidade do solo, polinizadores, decompositores de resíduos, etc.) e "serviços" como purificação do ar e da água, moderação do clima, controle de inundações, secas e outros desastres ambientais. Todavia, com a explosão demográfica mundial, o homem vem ocupando e consequentemente destruindo ecossistemas e habitats importantes para a biodiversidade mundial. Como não bastasse ocupar e destruir,
Acidente Nuclear em Fukushima - Japão
o homem opta por matrizes energéticas altamente destrutivas como por exemplo: as hidroelétricas, que reconfigura todo um ecossistema que já estava consolidado, ou então as termoelétricas que jorram milhões de metros cúbicos de gás carbônico no ar que você respira, ou ainda a extração do Petróleo, responsável pelo aquecimento global, pela contaminação dos mares nos desastres com navios, pela superprodução do lixo através dos plásticos, isso sem falar nas usinas atômicas, essas sim uma aberração da natureza. Temos muitos exemplos como Chernobyl e o desastre mais recente em Fukushima, no Japão. O quadro exposto mostra claramente como o homem vem brincando com a única carga de recursos naturais que possui nosso planeta. O homem se esquece que se destruir o seu bioma, seu ecossistema, automaticamente destrói toda a biodiversidade que vive no planeta e, consequentemente, destrói sua própria espécie.

AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SEUS EFEITOS

Setor da Indústria é um dos maiores poluidores
As mudanças climáticas, notadamente o aquecimento global, são também um componente principal do presente declínio na biodiversidade. A IUCN considera que até 70% de todas as espécies conhecidas serão extintas se a temperatura média do mundo subir mais do que 3,5ºC, uma possibilidade real de acordo com alguns modelos teóricos, desencadeando ampla redistribuição geográfica das espécies sobreviventes e profundas repercussões na sociedade.




O CENÁRIO FUTURO DA BIODIVERSIDADE NA TERRA


Crise Hídrica de São Paulo, em 2014
O principal reflexo disto para as futuras gerações, com necessidades provavelmente muito maiores do que as atuais, é que elas terão de viver em um planeta cujos recursos naturais estarão drasticamente empobrecidos, cujo clima poderá ser bem diferente e mais desafiador, tendo todos os seus ecossistemas, os seus serviços ambientais e sistemas produtivos alterados. Suas espécies sobreviventes passarão, por longas eras, por um instável e imprevisível processo de adaptação e rearranjo geográfico generalizado e irreversível, com amplo predomínio de relativamente poucas espécies invasivas, cosmopolitas, pouco exigentes e muito adaptáveis como por exemplo os ratos, as baratas, os cães, gatos, pombos, pinheiros e eucaliptos, o que levaria a uma grande tendência à homogeneização dos ecossistemas.
Proliferação de espécies sem predadores
Neste cenário, pode-se prever, sem grandes dúvidas, graves problemas sociais num futuro não muito distante, talvez em apenas cem anos, se a tendência continuar como está. O Sub-secretário-geral da ONU e Diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Achim Steiner, afirmou que só as perdas e degradação de florestas podem representar um prejuízo de 4,5 trilhões anuais, que poderia ser evitado com um investimento de apenas 45 bilhões.

COP - 10
Muitos programas e acordos internacionais, nacionais e regionais já foram lançados para tentar reverter esse quadro altamente preocupante, com destaque para o estabelecimento da Convenção sobre a Biodiversidade como o principal fórum internacional de debates científicos, técnicos e políticos de alto nível, mas tem sido pouco diante da gravidade do problema, Se muito é preciso fazer, se os riscos da inação são tão altos e preocupantes, e se as consequências negativas devem se patentear tão brevemente, como já estão fazendo a olhos vistos com gravidade progressiva, é preciso alavancar as mudanças já e sem hesitação. Listamos aqui algumas medidas necessárias para renovar os danos já causados ao planeta:

  • Mudar as matrizes energéticas mundiais para energia solar e eólica;
  • Instituir políticas de não desperdício nas empresas;
  • Obrigatoriedade que todas as industrias sejam abastecidas por energia eólica e que possua sua própria Estação de Tratamento de Água (ETA);
  • Estabelecer a educação ambiental na grade de ensino das escolas;
  • Exercer o cooperativismo cientifico entre as nações;
  • Estabelecer e assegurar áreas de proteção global de segurança;
  • Adoção de uma dieta de menos carne e incentivo á agricultura orgânica familiar (pequenos produtores);
  • Reduzir o nível mundial de consumo, conscientização de um consumo consciente sem excedentes nem desperdício;
  • Controle de crescimento populacional mundial e estabelecimento de educação sexual na rede de ensino das escolas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O problema ecológico e social da perda da biodiversidade, é que quando uma espécie desaparece, ou sua população se torna tão pequena a ponto de deixar de cumprir sua função na natureza, gerando assim conseqüências para outras espécies que dela dependiam para sobreviver. Houve muitas resistências em vários setores da sociedade que não acreditavam na extensão das perdas ou mesmo em sua realidade apesar das amplas evidências científicas, o enfrentamento entre os opostos chegou ao nível da violência, os governos frequentemente não tiveram condições ou mesmo vontade política de implementar mudanças e educar seu povo, interesses econômicos prevaleceram e a situação na verdade piorou muito, como já foi demonstrado.
Avanço da população na natureza
Além disso, este modelo de civilização e de desenvolvimento e esta concepção de progresso, dos quais a humanidade tanto se "envaidece" ainda hoje, se mostraram ilusórios e contraproducentes em muitos aspectos, pois causaram uma destruição ambiental sem paralelos na história da humanidade e produziram mais pobreza e carências várias para outra vasta parcela da população, refletindo uma série de arraigados preconceitos culturais, sociais, religiosos, de difícil abordagem e transformação ainda mais difícil, que no final foram mais fortes, a despeito da vasta importância simbólica e afetiva da vida selvagem para o homem desde tempos pré-históricos. 
A vida se mantém através de uma cadeia de inter-relações que une intimamente todos os seres vivos, relações que são funcionais, ou seja, atendem a uma necessidade vital. Nesta cadeia, da qual nenhuma criatura escapa, todos servem a alguma função e usam outros seres para atenderem a suas necessidades. Somos todos diferentes é verdade, mas a grande lição da mãe natureza é que: sozinhos não somos ninguém! Necessitamos um do outro, estamos conectados uns aos outros de alguma forma!

Fonte: Wikipédia


     "Somente com a conscientização de que há um inter-dependência vital entre as espécies que integram o planeta, podemos incluir uma Nova Era de Sustentabilidade no registros da História!"

                                                                            Ricardo Inez Filho, Ativista Ambiental

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